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  • #1 Indicação da Semana: Documentário LGBTQIA+

Qual foi o ultimo documentário LGBTQIA+ que você assistiu nos últimos dias para entender como são as vidas da comunidade além da sua própria? Pensando nisso e em como é difícil encontrar bons documentários LGBTQIA+ nos separamos 3 para vocês. 

Sabemos que encontrar conteúdo de qualidade a respeito de vidas marginalizadas têm se encontrado cada vez mais difíceis. Foi pensando nisso que o diário buscou acerca de algum documentário LGBTQIA+ que pudesse te ajudar a ver através de novos ângulos

Documentário LGBTQIA+ e sua importância na comunidade

Os documentários sobre qualquer assunto são essenciais quando queremos aprender mais sobre o mesmo e até mesmo quando queremos defender tais assuntos nas diversas discussões que transcorrem a respeito deles por aí. 

E com o tamanho da comunidade LGBQIA+ aumentando a cada dia e ganhando cada vez mais apoiadores é sempre essencial que possamos enxergar suas lutas através de novas ópticas que não a nossa. 

Ainda temos muito preconceito contra a nossa comunidade, mas com o cuidado das abordagens conseguiremos conquistar mais pessoas na nossa luta. Veja a seguir o conteúdo de documentário LGBTQIA+ que possa vir a ser interessante para vocês. 

Xampy

Este documentário LGBTQIA+ lançado no ano de 2014 é um documentário LGBTQIA+ curto, contendo aproximadamente 20 minutos, produzido pela 142 Filmes e dirigido por Paulo Menezes e Daniel Wierman. 

documentario lgbtqia+
(Reprodução: findglocal)

Este curta conta um pouco sobre Xampy, uma travesti que trabalha na noite. Nele, ela conta um pouco acerca de sua história e suas aventuras nos últimos 20 anos vivendo do seu trabalho na noite. 

Conta sobre a sua óptica como é frequentar locais públicos como trens, ir a lojas além de perambular e viver na periferia. É uma história sincera e divertida que nos ajuda a entender como era a geração nos anos 2000.

Este documentário LGBTQIA+ inicia com um close do rosto de Xampy sorrindo e falando acerca das suas irmãs e a influência que elas tiveram sobre sua sexualidade. 

Sobre como ela via as irmãs desejando um príncipe encantado e desejava a mesma coisa já que não possui outra referência a qual pudesse agarrar, ou como ela cita sobre não ter um exemplo mais menino. 

Ela também conta sobre ja ter sido agredida fisicamente por um homem, mas frisa que aconteceu unicamente uma vez por não ter desejado possuir relações sexuais com o mesmo. É divertido analisar as histórias que Xampy conta.

As nuances da sua vida, os detalhes das brincadeiras que gostava ainda criança e sobre sua constante evolução de gostos acerca de sua vida nos anos que seguem. Além da forma como ela explica sobre o feminino para ela. 

Sobre qual é seu vínculo, quais foram os detalhes que ela foi percebendo durante seu amadurecimento e como encarou todas as adversidades de forma leve, até onde pode. Da luta que teve para se tornar a mulher que é hoje. 
O documentário se encontra disponível no youtube, e você pode assisti-lo através deste link se tiver se interessado.

Duas vezes senzala

Neste documentário LGBTQIA+ lançado no ano de 2017, pela produtora Camera Nuclear e com aproximadamente 30 minutos de duração, nós saímos ainda mais da bolha costumeira da internet e entramos um pouco mais fundo nas dores e vivências de outrem. 

documentario LGBTQIA+
(Reprodução: YouTube)

Já que este documentário LGBTQIA+ conta sobre pessoas negras LGBTQIA+. Ele fala a respeito de suas experiências, acerca de suas vivências e todas as adversidades que tiveram que enfrentar de cabeça erguida e peito aberto ao assumirem suas respectivas sexualidades. 

Este documentário LBTQIA+ transcorre em uma pequena entrevista com essas pessoas onde eles falam abertamente sobre além da homofobia também o racismo escancarado que viveram e ainda vivem. 

Sobre como é crescer em meio a esta sociedade doente, já que, no final das contas, o objetivo principal do documentário LGBTQIA+ não é apenas fazer uma abordagem sobre a discriminação que essas pessoas sofrem no meio dessa sociedade opressora. 

Mas também dentro da própria comunidade LGBTQIA+ que ao invés de os acolher, os joga ainda mais à margem da descriminalização e ainda reproduz comportamentos em sua completude racistas e preconceituosos. 

O objetivo principal deste documentário LGBTQIA+ é a busca por uma discussão totalmente aberta e construtiva através da raça, identidade de gênero e sexualidade. Uma busca que nos faça pensar e olhar mais sobre como tratamos nossos iguais. 

Para que possamos, com tudo isso. Com essa nova visão fora de nossa bolha, pensar e explorar formas para que possamos quebrar esses padrões de comportamento racistas completamente estruturais. 

O documentário inicia com as vozes pretas se apresentando e falando com orgulho sobre quem são, sua sexualidade, sua cor e sua identidade de gênero. Eles falam de forma firme e avisam que não irão mais se calar. 

A partir daí o documentário segue com eles falando sobre o que é ser negro, um homossexua negro e sobre a ancestralidade que eles continuamente resgatam durante a vida, tendo orgulho de quem são. 

Contando como os julgamentos existem muito além das palavras e das agressões físicas, mas também através dos olhares. E em como essa condição lhes faz ter que lutar duas vezes mais. 

Este documentário LGBTQIA+ é completamente lindo e delicado, aborda dois temas extremamente absurdos e nos faz refletir sobre o nosso comportamento com pessoas que nos fogem a bolha. 

Em como olhamos para eles e em como agimos sobre eles constantemente, aumentando essa opressão que já é tão dura a nós, se tornando ainda mais dura a eles. Um documentário LGBTQIA+ que acrescenta muito na nossa óptica. 
O documentário se encontra disponível no youtube, e você pode assisti-lo através deste link se tiver se interessado.

Preciso dizer que te amo

E para finalizar a nossa lista trazemos a vocês um documentário LGBTQIA+ lançado em 2017 com aproximadamente 15 minutos de duração, pelo selo da SPCINE. Conta com produção, direção e roteiro de Ariel Nobre.

documentario LGBTQIA+
(Reprodução: Youtube)

Este documentário LGBTQIA+ aborda a respeito do alto índice de suicidio das pessoas trans no Brasil. Retratando de forma delicada e poética a relação que pessoas trans tem com seu corpo, com a sua vida e com o sagrado. 

Fala sobre resiliência e sobre o constante impulso de suicidio existente entre as pessoas trans, principalmente no Brasil. O país que mais mata pessoas trans no mundo. A forma como retrata tudo é delicada e toca onde dói.

O documentário LGBTQIA+ começa com a visão da cidade a frente, mostrando uma realidade pobre e delicada enquanto é lido uma pequena prosa, tocante e crua, sobre a pessoa em questão. O que dá o gancho para o inicio do documentário. 

Que é desenrolado como um pequeno compilado de relatos, uma gravação feita em cima das palavras de pessoas trans. As quais contam sua dor, seus sofrimentos e seus impulsos para virem a cometer tal ato. 

Um ato violento contra si mesmo, um ato de desespero. E é assim que essa pessoa é descrita na prosa, como desesperada. Como se não visse mais uma saída já que o preconceito com a transexualidade passa muitas barreiras. 

E faz com que pessoas trans não tenham nem mesmo empregos, o que acarreta em contas acumuladas, falta de comida e vida completa indigna e sub-humana a estas pessoas. Nos mostra a dor através das palavras de uma carta de despedida. 

O documentário se encontra disponível no youtube, e você pode assisti-lo através deste link se tiver se interessado.

Enfim, o fim

Essas foram nossas indicações de hoje, e a redatora que aqui vos fala espera muito que vocês gostem do conteúdo pesquisado e indicado com muito carinho para explorar nossa visão acerca do que nos cerca.

Se você gostou do nosso conteúdo, clicando aqui temos mais algumas listas de indicações que podem ser do agrado de vocês.

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